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segunda-feira, 7 de março de 2011

Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores - Parte IV

Olá!

Com este blog chego ao fim da saga Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores. Um divisor de águas na vida profissional e pessoal daqueles que se dedicam ao estudo e prática deste assunto.

No primeiro post -  Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores - apresentei uma possível estrutura (simples e funcional) para o Planejamento Estratégico de  para qualquer empresa, principalmente, para as pequenas. 

No segundo e terceiro posts - Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores - Parte II e Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores - Parte III - escrevi sobre o primeiro e segundo tópico da estrutura sugerida: Identificação e Diagnóstico respectivamente. E neste último post falarei sobre o último tópico da estrutura sugerida - Objetivos, Indicadores, Metas e Iniciativas.


3. Objetivos, Indicadores, Metas e Iniciativas: uma vez feita a identificação da empresa (missão, visão, valores, negócio ampliado e foco de atuação) e concluída a Análise SWOT (pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades) é hora de traçar as ações (definir a estratégia) para os próximos x anos. Como desde o início estou falando em pequenas empresas, um bom 'x' para este porte de organização é 3 anos. Ações estas  divididas em 3 níveis organizacional:
  • Corporativo: ações/objetivos da alta gestão: direção/presidência da empresa. Estes objetivos são definidos de forma a levar à empresa à posição almejada (identificação) levando em conta seu estado/momento atual (diagnósticoe norteará toda a organização
  • Tático: ações/objetivos a nível departamental. Conhecendo os objetivos corporativos, cada setor da organização fará seu plano tático de forma a alcança-los.
  • Operacional: Por fim, para cada objetivo tático, podemos ainda definir ações operacionais como um detalhamento do que será feito, como e porque será feito, quem será o responsável, quando e onde será feito e quanto custará (metodologia 5W2H).

Em empresas pequenas no entanto, uma característica marcante é o quadro resumido de funcionários e o acumulo de tarefas, o que nos permite trabalhar com a penas o nível corporativo. 

Definidos os objetivos corporativos (o que a empresa quer que seja feito), novamente vale ressaltar que estes objetivos são estabelecidos com base na identificação e diagnóstico anteriormente elaborados, uma boa prática é definir também os indicadores (medições) que serão utilizados para monitorar a efetividade das ações (se o objetivo está ou não sendo alcançado), metas periódicas para cada um dos indicadores estipulados e as iniciativas estratégicas (como o objetivo será alcançado) para cada objetivo. Por exemplo:

Figura 1 - Objetivo, Indicadores, Metas e Iniciativas Corporativos (clique para ampliar)


Dada a importância da missão e visão da empresa (qual a razão de ser e qual o futuro da empresa) é importante que também sejam definidos indicadores e iniciativas para estes objetivos! Se preciso, releia o  segundo post desta série para melhor esclarecimento.


Bom pessoal, é isso! Espero que este série de post sobre Planejamento Estratégico possa ajudar.

Abraços e bom Carnaval!


Patrícia Inêz, PMP, MCTS
Treinamentos, Melhoria de Processos e Projetos
+55 (44) 9925-4574 (tim)
patricia@patriciainez.com.br
www.patriciainez.com.br

Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores - Parte III

Olá!

Hoje escreverei hoje o terceiro blog sobre Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores, dando continuidade aos post Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores e Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores - Parte II. Um assunto superimportante e que merece a atenção e dedicação de todos nós, quer gerentes/diretores, quer líderes de setores ou mesmo executores diretos. O planejamento estratégico é um divisor de águas! É incrível como nos tornamos profissionais melhores após seu entendimento e prática.

No primeiro post desta série -  Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores - apresentei a estrutura resumida de um plano estratégico simples e funcional para qualquer empresa, principalmente, para as pequenas.

No segundo post - Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores - Parte II - descrevi de maneira sucinta cada um dos itens do primeiro tópico da estrutura sugerida. Neste terceiro post falarei do segundo tópico estrutura do plano proposto no primeiro tópico. Mãos a Obra!

O segundo tópico do PES (Plano Estratégico Simplificado) fala do Diagnóstico da empresa, ou seja, do cenário (interno e externo) em que a organização se encontra. Uma ótima ferramenta para diagnóstico é a Análise SWOT, que trata:


2. Diagnóstico: fase de grande importância pois permite entender a empresa e o mercado no qual ela está inserida. Dividida em análise interna e externa. A Interna consiste na identificação dos fatores/variáveis sob os quais a organização tem controle e que podem contribuir ou atrapalhar a competitividade da empresa. Por exemplo: força de venda qualificada. Já a Análise Externa faz o mapeamento das variáveis sob as quais a organização não tem controle, por exemplo, possibilidade de aumento de vendas devido à  falência de um dos concorrentes.

  • Análise Interna:
    • Pontos Fortes (1):  pontos fortes são os fatores, características, competências internos à empresa que contribuem para sua competitividade (aumento de vendas, alcance de seus objetivos e propósitos, etc). Podem ser pontuados em de baixo, médio ou alto impacto para futura priorização.
    • Pontos Fracos (2): pontos fracos são fatores, características, competências internos à empresa que atrapalham/prejudicam a execução/alcance dos propósitos da organização. Assim como os pontos positivos, podem ser pontuados em de baixo, médio ou alto impacto para futura priorização, pois em geral não haverá recurso financeiro suficiente para correção de todas as fraquezas.
Como fazer?! Olhar analiticamente para todos os departamentos da empresa e definir tudo o que é bom e ruim. Olhar cada área e perguntar/analisar quais são os pontos fortes e quais são os pontos fracos. Preferencialmente, deve ser feita com a participação dos colaboradores das áreas, pois estes serão os primeiros a indicar os pontos fortes e fracos deu seu setor.  Como veremos mais adiante, esta análise é importante para alavancar as oportunidades e reduzir vulnerabilidade às ameaças. Se houver falha aqui, possivelmente as estratégias poderão ser falhas.

  •  Análise Externa
      • Oportunidades (3): as oportunidades, parte da análise externa, representam as tendências (mercado, tecnológicas, políticas, econômicas, culturais, etc.) que se acontecerem terão impacto positivo na competitividade da empresa. Por exemplo: tendência de queda do dólar, o que para empresas importadoras terá como impacto positivo a redução dos custos de insumo.
      • Ameaças (4): ameaças, em contra partida representam as tendências que se acontecerem terão impacto negativo na competitividade da empresa. Por exemplo: tendência de queda do dólar, o que para empresas exportadoras terá como impacto negativo a perda de rentabilidade com as exportações.
    Aqui vale observar que uma mesma tendência pode ser uma ameaça, uma oportunidade ou as duas coisas. E como na análise interna, as oportunidades e ameaças podem ser pontuadas levando em consideração o grau de impacto e o prazo para ocorrência.

      • Análise Cruzada: (1x3); (2x4); (2x3) e (1x4): a análise cruzada faz a correlação dos fatores internos e externos possibilitando à empresa identificar formas de potencializar as oportunidades e mitigar as ameaças.
        • Pontos Fortes x Oportunidades:  A análise nesta correlação é: quanto poder este ponto forte tem para ajudar a organização a aproveitar o(s) impacto(s) desta oportunidade
        • Pontos Fracos x Ameaças: A análise nesta correlação é: quanto este ponto fraco pode piorar o impacto desta esta ameaça?!
        • Pontos Fracos x Oportunidades:  A análise nesta correlação é: Quanto o ponto fraco pode comprometer a oportunidade? Muitas vezes a empresa tem ótimas possibilidades, porém, está cheia de fraquezas que a impede de aproveitar as oportunidades (seus impactos)
        • Pontos Fortes x Ameaças: A análise nesta correlação é:  Quanto o ponto forte pode bloquear a ameaça? Uma empresa que trabalha bem seus pontos fortes (investe em desenvolvê-los) reduz o impacto de muitas ameaças.

        Ufa! Fim do diagnóstico. :) Ao término desta fase teremos algo como abaixo ilustrado:

        Figura 1 - Análise SWOT - Pontos Fortes e Fracos (clique para ampliar)

        Figura 2 - Análise SWOT - Oportunidades e Ameaças (clique para ampliar)

        Figura 3 - Análise SWOT - Análise Cruzada (clique para ampliar)



         Finalizarei o assunto no quarto e último post falando sobre indicadores e metas.

        Até lá!


        Patrícia Inêz, PMP, MCTS
        Treinamentos, Melhoria de Processos e Projetos
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        segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

        Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores - Parte II

        Olá!

        Hoje vou dar continuidade ao Post Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores que fiz no início do mês. O intuito é  fazer uma breve explanação de cada um dos  tópicos do plano apresentado naquele post. Vamos lá!


        1. Identificação: Esta seção do plano faz uma apresentação geral da empresa, desde a identificação da razão social até um descritivo de seu segmento de mercado.

        • Empresa: Este tópico fará referência ao nome da empresa, identificação de sócios, endereço, site e demais informações que identifiquem à empresa como CNPJ, IE, CNAE, etc.

        • Histórico: Em histórico o responsável do plano narrará a história da empresa, desde a ideia original até os dias atuais. Mas, de forma sucinta, afinal, estamos trabalhando em um Plano Estratégico e não em uma Biografia Jurídica ;)

        • Missão: A missão da empresa completa a frase "Nós existimos para ......". Ou seja, denota o ponto de partida, o DNA da empresa. Sua razão de ser. Responde questões como: 'Por que Existimos?' e 'Por que estamos nesse negócio? '. Uma missão boa é mensurável e passível de ser cumprida.

        • Visão: Enquanto a missão discorre sobre a origem da empresa, a visão diz para onde a empresa está indo. O que ela quer ser. Aonde ela quer chegar. Uma visão boa deve ser desafiadora: visão de “ser melhor”, “ser maior” ou “liderar” e precisa ter sempre um indicador que informe se as ações da empresa a estão levando para o caminho desejado. Em geral a visão fala de mercado, posicionamento estratégico, resultado, competitividade. É o maior sonho que a empresa possa ver. Maior sonho indica que é algo grande, desafiador, a longo prazo. Possa ver indica algo realizável, que possamos ver! Existem pesquisa que mostram que quando há conhecimento e comprometimento dos funcionários para com a visão da empresa - visão compartilhada - há melhores resultados, produtividade, lucratividade, etc.

        • Valores: Neste o(s) empresário(s) deve(m) descrever os comportamentos desejáveis por parte de seus colaboradores. É o gestor falando com os funcionários na intenção de formar a cultura da empresa. São princípios direcionados para os funcionários, mas que a empresa também deve respeitar e praticar. O dito "faça o que eu falo mas não faça o que eu faço" não vai funcionar! 

        • Negócio Ampliado: Esta seção do Planejamento Estratégico indica em que ramo de mercado a empresa está inserida. Errar nesta definição é fatal, pois em geral, as pessoas quando pensam no futuro - quando planejam - pensam dentro do negócio ampliado. Assim, se a definição de negócio ampliado for "míope" muito provavelmente o futuro da empresa será restrito (pequeno). O negócio é o binóculo utilizado para ver o futuro da empresa. Salvo exceções, o futuro da empresa estará dentro do "negócio ampliado", pois não é natural olhar fora desta caixa. Por isso é preciso que ele seja amplo suficiente para dar opções de mobilidade no futuro, caso contrário a empresa perderá possibilidades (oportunidades) que venham a bater em sua porta. Em várias vezes a empresa se perguntará: "qual é o próximo passo?" e se está definição foi feita de forma "medíocre" a empresa ficará muito limitada em seus "próximos passos". Luís Eduardo Machado certa fez disse: "O Negócio Ampliado é a árvore que dará galhos e frutos". De fato, este tópico defini as possibilidade de futuro da empresa. Dicas para definição:
                   1. Um bom negócio é definido em uma palavra. Duas ou três. 
                   
                   2. Não deve ter relação direta com o produto que você faz e sim com o benefício que a empresa entrega ao cliente, pois o produto morre e se o foco for no produto, a empresa também morrerá. Já o benefício evolui e a empresa terá que evoluir também.

                    Exemplo: Alimentação (Sadia)

        • Focos de Atuação:  Focos de Atuação são as Unidades de Negócio da empresa para o determinado momento. Cada família de produtos/serviços que se oferece ao mercado agora. Exemplo: embutidos (Sadia). Ou seja, é o que a empresa faz "hoje" para ganhar dinheiro. Pegando carona na frase do prof. Luis Eduardo,  São ramos da árvore. Não se tem um galho de macieira em um pé de jaca. 


        Muita informação!? ;) Para finalizar, veja abaixo figuras ilustrando a seção identificação de uma empresa fictícia.

        Figura 1 - Missão, Visão e Valores (clique para ampliar)

        Figura 2 - Negócio Ampliado e Focos de Atuação (clique para ampliar)


        Continuarei em um próximo post sobre o assunto.


        Abraços

        Patrícia Inêz, PMP
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        segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

        Planejamento Estratégico: Missão, Visão, Valores

        Olá!!

        Em Dezembro trabalhei bastante a importância de alguns conceitos do planejamento estratégico em algumas das empresas em que tenho atuado e isso me motivou a escrever este post.

        Basicamente um bom plano estratégico - inicial - para pequenas empresas pode ser assim estruturado:

        1. Identificação
        • Empresa
        • Histórico 
        • Missão 
        • Visão
        • Valores
        • Negócio Ampliado
        • Focos de Atuação

        2. Diagnóstico - utilizando por exemplo a Análise Swot
        • Pontos Fortes (1)
        • Pontos Fracos (2)
        • Oportunidades (3)
        • Ameaças (4)
        • Análise Cruzada: 1x3; 2x4; 2x3 e 1x4

        3. Objetivos, Indicadores e Metas
        • Coorporativo
        • Tático 
        • Operacional

        A primeira parte do Plano é, ao meu ver, a mais importante de todas, pois é ela quem dá "cara" à empresa formando a base de todo o resto. São conceitos fundamentais que definem, por exemplo, a razão de ser da empresa (missão) e seu maior sonho (aonde deseja chegar). 

        O que aprendi sobre o assunto devo, em muito, ao Mestre Dr. Luís Eduardo Machado um dos melhores professores que já tive. Muito mais que os conceitos de uma determinada disciplina, Luís ensina princípios e valores que podem e devem ser aplicados à vida. E é dele a frase que bem expressa à importância destes conceitos: "Não ter tempo de pensar sobre o que quer ser e o que fazer para ser o que quer ser; é certeza de não ser o que quer ser." 

        Por isso é tão necessária à definição dos conceitos iniciais aqui apresentados. O ideal seria mesmo se a empresa já nascesse com estas definições, o que certamente aumentaria e muito suas chances de sucesso uma vez que seus diretores teriam passado por uma profunda reflexão dos valores que a nortearão, escolha do ramo de atuação (negócio ampliado) e das atividades que de imediato a farão ganhar dinheiro (foco de atuação).

        E o desafio não para na elaboração do Plano Estratégico. É apenas o começo de uma divertida e grandiosa empreitada. Uma vez elaborado, a empresa deve usá-lo como guia em suas ações ordinárias e consultá-lo em caso de dúvidas para manter-se sempre alinhada à sua missão, visão e valores de forma a alcançar os objetivos nele definidos. É como o Plano Mestre do Projeto, de nada adianta fazê-lo e engavetá-lo! Dentro da gaveta ele não serve de nada! Ao contrário deve estar sempre visível a orientar a análise e decisões da empresa.

        Bom, por hora é isso! No próximo post farei uma explicação sucinta de cada um dos  tópicos do plano aqui apresentado e que pode ser utilizado também para a nossa vida pessoal! Uma ótima forma de começar o ano é fazendo/revendo nosso Plano Estratégico Pessoal. Você já tem o seu!?

        Ficarei honrada com o seu comentário.


        Patrícia Inêz, PMP
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