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sábado, 9 de abril de 2011

Comunicação - O Plano

Olá!!!

Nestes últimos dias alguns acontecimentos chamaram minha atenção para o poder da comunicação para o poder da comunicação. É incrível ver como coisas maravilhosas podem acontecer quando nos comunicamos bem!! Benefícios estes que vão além dos projetos. Por isso escolhi como tema do blog de hoje falar sobre o Plano de Comunicação (PC) no intuito de compartilhar algumas boas práticas que funcionam bem para a mim e para a maioria dos projetos.

É importante salientar que o grau de elaboração do plano de comunicação varia de acordo com a complexidade dos projetos, podendo em alguns ser uma simples orientação e em outros plano bastante denso. E uma das variáveis que mais influenciarão na complexidade do PC é  - sem dúvida - o tamanho da equipe do projeto e sua dispersão geográfica.

O objetivo do PC é definir uma abordagem para a comunicação de todos os envolvidos no projeto. Em linhas gerais, através do plano será definido o que comunicar, para quem comunicar, quando comunicar, em que formato comunicar e com que ênfase comunicar.

A primeira coisa a se fazer quando da elaboração do Plano do Projeto é identificar as pessoas que precisarão de informações a respeito do projeto. Entre estas pessoas, com certeza estarão todos os envolvidos direta ou indiretamente no projeto, como a equipe, o cliente, o patrocinador, fornecedores, comitês, alta e média gerência (por exemplo os líderes funcionais), equipes de suporte ao projeto, etc. Uma forma de ampliar esta "varredura" é perguntar, para todos já identificados, se alguém mais deveria ser informado sobre o projeto.

Identificado as pessoas que serão informadas - para quem comunicar - o segundo passo é definir a informação que cada um deverá receber e a forma desejada para leitura dos dados, o que poderá implicar em uma apresentação para alguns, um gráfico, uma planilha, um relatório ou mesmo um simples texto de e-mail para outros. Certamente haverá diferentes formatos e conteúdos e por isso é importantíssimo definir o que cada pessoa identificada precisa saber, o que ela saber e o que você quer que ela saiba, visto que muitas informações nem sempre serão questionadas, mas deverão ser informadas.

A terceira etapa do plano consiste na organização destas informações a serem comunicadas dentro da linha de tempo do projeto (quando comunicar). Neste momento define-se, por exemplo, em que momento do projeto cada informação será distribuída (por exemplo na fase de planejamento, em cada marco, etc.) e a freqüência da comunicação (se diariamente, mensalmente, etc.)

Por fim, define-se a forma de comunicação: uma apresentação, um relatório de status, um ofício, uma reunião rápida apenas para passagem verbal das informações, etc. Cada qual com suas vantagens e desvantagens que devem ser cuidadosamente avaliadas e alinhadas com o teor do que se está comunicando e com as pessoas para quem se deseja comunicar.

Um dos principais resultados de todo este trabalho é sem dúvida a Matriz de Comunicação. Documento que sintetiza e organiza todos os eventos de comunicação do projeto como ilustrado nas figuras abaixo:

Figura 1 - Matriz de Comunicação - Modelo 1 (clique para ampliar)

Figura 2 - Matriz de Comunicação - Modelo 2 (clique para ampliar)


O Plano de Comunicação por sua vez é um documento no qual será descrito em detalhes todo o processo e a gestão da comunicação dentro do projeto, como por exemplo, apresentado no modelo do Ricardo Vianna Vargas em seu livro Plano de Projeto - Manual Prático abaixo ilustrado.

Figura 3 - Plano de Comunicação (clique para ampliar)


É isso!! Simples, um pouco trabalho porém, de extrema importância para qualquer projeto.

Convido a todos a compartilharem sua opinião e modelos de documento. Em posts futuros falarei um pouco sobre os tipos de informação a se comunicar, incluindo, é claro, o famoso relatório de status do projeto.

Um forte abraço e muito sucesso a todos!


Patrícia Inêz, PMP, MCTS
Treinamentos, Melhoria de Processos e Projetos
+55 (44) 9925-4574 (tim)
patricia@patriciainez.com.br
www.patriciainez.com.br

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Perdão - O Método para Corrigir o Erro

Olá Pessoal!

Depois de 02 meses e 04 dias longe do Blog volto hoje a escrever. O motivo de meu afastamento foi o volume de trabalho assumido. O último trimestre de 2010 foi o período mais doloroso que já passei. E também o mais recompensador... Sem dúvida o trabalho engrandece e traz suas recompensas.

Bom, de volta ao Blog, do qual muito senti falta, como primeiro texto do ano, escolhi compartilhar um trecho do livro Reflexões para uma Vida Plena de Ken O'Donnell no qual o autor nos dá algumas dicas muito valiosas a respeito do Perdão.

E nada melhor para começar o ano e os novos projetos que com ele virão que perdoando a todos e a tudo - principalmente a nós mesmos. Isso nos deixará mais leves e melhor preparados para os desafios de 2011.

Não é nada fácil de se por em prática, mas devido à sua grande importância e alta possibilidade de algo que requeira "perdão" acontecer em nossas vidas/projetos, creio ser de grande valia buscarmos seguir as regrinhas O'Donnell. Certamente nos ajudará a ter melhores resultados.

Perdão
O método para corrigir o erro é ensinar o certo por meio do perdão. Se tento resolver pela confrontação, o outro não aceita e não muda. Jogar o erro no rosto das pessoas é fazer o coração delas encolher. 
A seqüência que funciona bem é: 
(1) certificar-se de que o erro não está me abalando,
(2) lembrar das coisas certas que a pessoa já fez, 
(3) dizer isso à ela, para aproximá-la,
(4) mencionar de leve o que aconteceu de errado, quando houver clima, 
(5) arquivar o assunto depois da conversa, para não servir de pretextos negativos futuros.
Ken O'Donnell, Lições para uma Vida Plena, Editora Gente, 1993 Brahma Kumaris

Alguém notou alguma semelhança com o processo de feedback?! Será o feedback uma forma mais moderna de aplicação do bom e velho perdão?! Tem mesmo aplicação em nossos projetos!? O que pensam a este respeito?!


No mais, Feliz 2011 a todos!!!! Que seja um ano de muitos desafios e muitas superações em nossas vidas. Um ano para ser comemorado por muitos e muitos outros.


Patrícia Inêz, PMP
Treinamentos, Gestão, Projetos e Sistemas
+55 (44) 9925-4574
patricia@patriciainez.com.br
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Deficiências - Mario Quintana

Olá Pessoal!

O Post desta semana é sobre Gestão de Pessoas - área de Recursos Humanos do PMI. E para falar sobre o assunto, abro espaço para um convidado de honra: Mario Quintana:


Figura 1 - Deficiências de Mario Quintana (clique para ampliar)

Conseguiram fazer ligação entre a obra de Mário Quintana e seu dia a dia nos projetos?! Será que por algum momento não estamos "cegos" para as necessidades e angustias de nossa equipe? Surdos em não ouvir e entender/perceber o que nossa equipe e também o cliente de fato tem a nos dizer!? Mudos quando faltamos com a transparência e comunicação efetiva!?

Na complexa e turbulenta rotina dos profissionais de Gerenciamento de Projetos, vez ou outra, creio que seja necessário fazer uso das “deficiências” apontadas por Mário, mas de forma positiva para o projeto e não de uma maneira repetitiva e automática, o que caracterizaria a prática como uma deficiência. Calar, por exemplo, em alguns momentos é estratégia. Da mesma forma, não ouvir, em certas circunstâncias, faz-se necessário para busca pelo bem “maior”.

O que quero dizer é que se bem utilizado, com muita sabedoria, os itens apontados por Mário Quintana podem fazer parte da condução do projeto, mas se forem comuns ou inadequadamente ocorrerem, muito provavelmente levarão o projeto ao fracasso e a equipe, a maior riqueza do projeto, ao fim.

O que acham?!
Boa Reflexão a todos!


Patrícia Inêz, PMP
Treinamentos, Gestão, Projetos e Sistemas
+55 (44) 9925-4574
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domingo, 8 de agosto de 2010

EPM - Comunique e Colabore com Eficiência

Boa noite pessoal.

Hoje, ao decidir escrever sobre a Solução EPM - Enterprise Project Management - da Microsoft, fiquei em dúvida entre elaborar um post ou compartilhar algum dos diversos posts já escritos sobre esta incrível ferramenta e ao final, optei por replicar aqui,  na íntegra, parte do texto do site da Microsoft quando do lançamento de uma das versões do EPM. Afinal, quem melhor do que a "mãe" para falar de seu "filho".

A solução EPM aprimora o compartilhamento de informações e a coordenação entre equipes de projeto para melhor participação, relatório de andamento e colaboração.

O Project fornece coordenação aprimorada entre equipes por meio de suas notificações automáticas, da integração com outros programas e pelo acesso ao portal da Web, que permite aos usuários exibir, atualizar e analisar facilmente as informações do projeto.

A integração do Office Project Server 2007 com o Windows SharePoint Services 3.0 permite que você armazene, vincule e compartilhe centralmente questões relacionadas ao projeto, riscos e documentos para o rastreamento colaborativo.

Os novos e aprimorados recursos incluem:
  • Realce de dados específicos com sombreamento de células    O realce de células de plano de fundo permite que você aplique sombra em células, da mesma forma que você pode aplicar sombra em células no Excel, a fim de transmitir significado adicional.
  • Rastrear documentos e informações relacionados ao projeto usando sites de espaço de trabalho do projeto    A integração do Project Server e do Windows SharePoint Services 3.0 permite que as equipes gerenciem e rastreiem, de modo centralizado, documentos e informações relacionados ao projeto.
  • Relatório de tarefas a partir do Calendário do Outlook ou da pasta Tarefas    Os membros da equipe podem exibir e relatar o andamento de tarefas diretamente de sua pasta Tarefas do Outlook ou do Calendário do Outlook.
  • Rastrear tarefas administrativas e não pertencentes ao projeto usando quadros de horários    Os quadros de horários fornecem a base dessa informação no Project, mas também se estendem além do básico para servir como entrada para sistemas financeiros e análise do andamento. Os usuários podem relatar como usam seu tempo em atividades do projeto e que não estejam relacionadas ao projeto inserindo horas nas tarefas do projeto, tarefas de resumo ou tarefas administrativos não relacionadas ao projeto.
  • Rastrear o status da tarefa separadamente do período útil real    Ao rastrear o status da tarefa, os membros da equipe podem relatar empenho em suas atribuições de tarefa separadamente do período útil real.
                                    Rastreando o status da tarefa

A divulgação completa vocês encontram em: O que há de novo na Solução EPM que, apesar de relatar aspectos da versão 2007, vale ainda mais para a versão 2010.

O EPM, ou similar, é hoje uma ferramenta indispensável para o gerenciamento dos projetos. Eu uso e recomendo. E você, qual ferramenta utiliza!?



Patrícia Inêz, PMP
Treinamentos, Gestão, Projetos e Sistemas
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domingo, 1 de agosto de 2010

Comunicação - O Poder e a Essência do Feedback

Boa noite Pessoal!

Hoje vou falar sobre Feedback. Já tive várias oportunidades de aprender sobre feedback, mas nenhum foi tão forte e marcante quanto à última. Esta oportunidade se deu no Curso de Formação de Instrutores (CFI) promovido pela ACIM - Associação Comercial e Industrial de Maringá e ministratado pela incrível Elizabete Willemann.

A razão da expressividade desta última orientação que tive sobre Feedback está no sentido, na essência de tal prática que até então desconhecia. Segue então resumo dos conceitos abordados no CFI acerca do feedback:

Segundo o texto, a dificuldade em nos expressarmos vem desde a infância, na censura dos adultos às crianças ao se comunicarem tão espontaneamente. Passa pela fase escolar em que somos desestimulados à interagir com professores, colegas e estranhos e chega nos dias de hoje em nosso ambiente de trabalho quando não questionamos e/ou alimentamos intrigas, fofocas e conflitos, dentre outros.

Feedback significa retroalimentação ou retroinformação e no relacionamento pessoal "é a informação que se dá a uma pessoa sobre como o comportamento dela está sendo percebido e como isto afeta a postura dos demais".

Para aquele que emite um feedback o grande desafio está em compreender e consequentemente praticar, que o feedback não consiste em julgar ou apontar os defeitos e erros de alguém. Ao contrário, consiste em levar o outro à reflexão. Fazer a pessoa pensar sobre o momento em foque e compreender por si mesma o que poderia ter feito de diferente com base nos sentimentos que você teve e agora compartilha com ela. Tenha em mente que o objetivo do feedback é contribuir para o autoentendimento / a autoanálise da pessoa para quem se fala e não de demonstrar nossa própria inteligência/habilidade ou mesmo como desabafo ou agressão ao colega.

Para quem recebe o feedback o grande desafio está em ouvir o que foi dito, processar e não reagir de imediato com desculpas, justificativas ou mesmo revidando o que foi dito com agressões e revolta. Ao receber um feedback, fique em silêncio, processe o que ouviu e se pertinente, modifique/adeque seu comportamento.

A base para o processo de dar e receber feedback é a confiança. Dificilmente o feedback, como deve ser em sua essência, terá seu alcance e efetividade se for dado por pessoas cujo relacionamento não seja norteado por confiança. Com isso entendemos que é preciso construir um ambiente propício entre você e seus colaboradores antes de "sair" emitindo e/ou solicitando feedbacks.

Abaixo alguns princípios que devemos sempre ter em mente ao emitir e receber um feedback para tornar torná-lo o mais eficaz possível:
  • Aplicável: o feedback deve abordar comportamentos que o receptor possa modificar. Jamais devemos falar sobre alguma característica/limitação da outra pessoa.
  • Neutro: como dito anteriormente, o emissor não deve fazer julgamentos, mas apenas relatar fatos.
  • Específico: não deixe dúvidas acerca do fato sobre o qual o feedback é emitido, pois a falta de informações que permita ao receptor identificar com precisão e assim compreender o comportamento tornará o que foi dito inútil.
  • Solicitado: a força do feedback é maior quando ele é solicitado, ou seja, já existe a abertura do ouvinte em lhe ouvir.
  • Oportuno: também terá mais efetividade, se o feedback for emitido logo após o "fato gerador".
  • Direto: para evitar fofocas, mal-dizeres entre as pessoas, clima ruim, etc... o feedback deve ser feito apenas para a pessoa interessada.
  • Comprovado: como bom comunicador, tenha certeza que foi entendido e peça ao receptor que lhe diga o que entendeu da mensagem que você emitiu.

É isso pessoal! Espero que este post possa contribuir para o dia-a-dia de vocês como contribuiu para minha vida as palavras da Instrutora Elizabete.


Patrícia Inêz, PMP
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Modelagem de Processos - Definições e Padrão

Olá!

Hoje vou falar um pouco sobre Modelagem de Processos e apresentar a notação - codificação padrão - mais utilizada no mercado para a Modelagem de Processos: o BPMN - Business Process Modeling Notation, ou, Modelo de Notação para Processos de Negócios.

Um modelo de processo nada mais é que a representação gráfica de parte da complexa realidade das organizações, que, como bem disse José Ernesto Lima Gonçalves - são (as empresas) grandes coleções de processos.  Exemplos:

Figura 1 - Pequeno Exemplo de Modelagem de um Processo em formato livre - notação não padronizada (clique para ampliar)


Figura 2 - Outro Exemplo de Modelagem de um Processo - notação não padronizada (clique para ampliar)


É importante salientar que modelagem e mapeamento, embora muitas vezes utilizados com a mesma finalidade são ações diferentes e complementares. De forma bastante resumida e objetiva, o mapeamento identifica os processos ora existentes, enquanto a modelagem desenha e descreve os processos identificados.


Entendido a diferença, voltamos à modelagem. A modelagem de processos é uma ferramenta poderosíssima na comunicação das organizações pois possibilita a todos melhor entender como a empresa funciona: quem interage com quem, os responsáveis por cada atividade, o fluxo de trabalho, o elo entre departamentos e pessoas, a importância de suas atividades na entrega do produto final, etc....

Cabe ainda ressaltar que a modelagem de negócios pode ser As-Is, que descreve os processos como eles são "atualmente" realizados, ou To-Be, que, apresenta melhorias e inovações nos processos existentes. Em linhas gerais, durante a modelagem As-Is problemas na execução dos processos são identificados, pontos fortes e fracos da empresa são conhecidos e tarefas e rotinas repetitivas ou inadequadas são apontadas. Esta modelagem passará então por análise de melhoria e otimização para a construção da modelagem To-Be.

E quanto a BPMN?! O BPMN é uma notação padrão para o desenho de fluxogramas em processos de negócios - a mais reconhecida no mercado nos dias de hoje. É um conjunto de regras e convenções que determinam como os fluxogramas devem ser desenhados. E como todo padrão, objetiva facilitar o entendimento de fluxogramas de processos empresariais entre as pessoas. Existem inúmeras maneiras de se desenhar um fluxograma e para que o entendimento seja mais rápido e fácil é importante que se siga um padrão de simbologias.

Figura 3 - Exemplo de Modelagem de um Processo no padrão BPMN (clique para ampliar)


Por hoje é isto... Tenho trabalhando bastante com mapeamento e modelagem de processos, e assim, estarei compartilhando com vocês outras informações e ferramentas sobre este assunto. Para quem quiser mais informações sobre BPMN, sugiro começar Instituto BPM.


Convido-os a comentarem sobre o post bem como compartilharem suas experiências sobre o assunto.


Patrícia Inêz, PMP
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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Project 2007 - Calendário - Uma Ferramenta de Comunicação

Pessoal, uma ferramenta muito útil e importante para a comunicação do Projeto são os calendários por recurso, for fase, por período ou mesmo apenas o calendário geral do projeto por período, visto que facilita o entendimento de todos acerca da distribuição das atividades no tempo. Principalmente quando trabalhamos em organizações Matriciais ou Funcionais, nas quais dependemos da liberação dos recursos pelos gerentes funcionais.

Neste ambiente, faz parte das atribuições do Gerente de Projetos estar sempre comunicando (relembrando ;)) aos gerentes funcionais a necessidade dos recursos humanos de sua área e uma forma muito eficaz de se fazer esta comunicação é o modo de exibição Calendário do MS Project que aqui vou demonstrar, no caso, utilizando a versão 2007, por enquanto a versão mais disseminada do Project.

Bom, vamos lá:

1. Para acessar o modo de exibição do Project o caminho é menu 'Exibir -> Calendário', que por padrão, apresenta em mensalmente todas as atividades do Projeto, como ilustra a figura abaixo.

Figura 1 - Calendário Visão Padrão (clique na figura para ampliar)

2. As primeiras opções de filtro para o calendário podem ser observadas no canto superior esquerdo da figura 1 - são as opções de visualização das atividades: mensal, semanal ou 'personalizado' - podendo nesta última opção, o usuário informar o número de semanas que deseja visualizar ou ainda uma data de início e fim.

3. No entanto, as opções mais eficazes para a manipulação deste modo de exibição estão menu 'Projeto -> Filtro Para', como ilustrado na figura abaixo:

Figura 2 - Opções de Filtro para o Modo de Exibição Calendário (clique na figura para ampliar)

Através desta tela, ou de um atalho na própria barra de ferramentas (figura 3) podemos exibir o calendário da forma que for preciso: para um determinado recurso, para um grupo de recurso - todos os engenheiros, por exemplo, apenas para as tarefas críticas, para as tarefas não concluídas, etc...

Figura 3 - Atalho para Acesso aos Filtros (clique na figura para ampliar)

E não só com este intuito, esta ferramenta pode (e deve) ser também utilizada nas organizações Projetizadas ou sem concorrência de recursos (ai que sonho... rs...) ou mesmo nas matriciais e funcionais para que todos saibam o que está acontecendo, aconteceu ou irá acontecer em cada período do projeto. Por exemplo: para comunicar o que foi concluído na semana passada, ou o que ficou pendente no mês, etc. Enfim, tem uma infinidade de aplicação.

Enfim, esta é uma das ferramentas que mais utilizo para comunicar a necessidade de cada recurso distribuída pelo tempo do projeto em qualquer tipo de organização. E vocês, o que utilizam?


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sábado, 1 de maio de 2010

Comunicação - Técnicas de Apresentações Empresariais

"Quem não se comunica, se trumbica"! Esta é certamente uma das frases mais importante que todo gerente de projeto precisa sempre ter em mente. Alias, não só o gerente de projetos, mas todos da equipe, e mais ainda, todos de uma forma em geral.

No mundo sem fronteiras em que vivemos e trabalhamos não dá para ter sucesso e ser feliz sem uma boa comunicação, quer seja com os colegas, com os superiores ou subordinados e mesmo em casa, com familiares, amigos, etc.

Saber se comunicar é ser capaz de entender e se fazer entender, de perceber e ser percebido; ter a habilidade de convencer, persuadir, influenciar, estimular aqueles ao redor a fazer o melhor para todos os envolvidos. Habilidade extremamente valorizada e desejada pelas organizações. Certamente uma das características mais procuradas nos profissionais durante o processo de seleção.

Diante de tão inquestionável importância, quero hoje compartilhar com vocês algumas das Técnicas de Apresentações Empresariais que aprendi durante um curso que fiz na FGV nestes últimos dias com o Professor Ney Pereira, sem sombra de dúvidas um mestre na arte da comunicação.

O primeiro ponto importante é entender o conceito de apresentação empresarial "um monólogo persuasivo que antecede uma negociação" (prof. Ney Pereira). O  foco é todo em convencer, persuadir a platéia que o ouve de que o conteúdo que está sendo apresentado é um ótimo negócio, ou melhor, um excelente negócio. É conseguir deles (ouvintes) o interesse para conhecer melhor o produto/serviço/idéia proposto. Resumindo, é vender a idéia. E para isso existem técnicas, como por exemplo, a divisão da apresentação em Abertura, Sustentação e Fechamento.

Na Abertura faz-se o vocativo que é o cumprimento aos presentes, referenciando primeiro aqueles de maior grau hierárquico, em seguida criar-se uma identificação entre o apresentador e a platéia com o objetivo de proporcionar empatia e por último faz-se a proposição, que consiste na apresentação clara e direta dos benefícios daquilo que se apresenta aos ouvintes. Ou seja, a abertura visa gerar empatia e interesse. Utilizar-se de informações de mercado como rentabilidade, taxa de crescimento, etc. é uma ótima forma de se gerar interesse.

Durante a Sustentação será melhor explicado o como os benefícios da proposição serão alcançados. Neste momento o serviço/produto em foco é apresentado e explicado. O apresentador deve fazer uso de dados e fatos, argumentos lógicos e concretos para convencer a platéia, assim como utilizar também argumentos emocionais e metafóricos para persuadi-los.

Por último, tem-se o Fechamento, fase em que o apresentador deve pedir: apresentar o valor e formas de investimento. Ao pedir, o apresentador deve passar convicção absoluta de que os benefícios apresentados na abertura e detalhados na sustentação valem cada centavo solicitado. O valor do investimento deve ser comunicado o tempo todo para que no fechamento os números apresentados pareçam pequenos. O ideal é que no mínimo a apresentação se encerre com uma nova agenda para continuar a negociação.

É muito importante considerar que 'tempo' é artigo de luxo no mundo corporativo e assim, aqueles que o ouve, ficaram bem mais receptivos se você demonstrar que se importa com a agenda que lhe foi dedicada, por exemplo, agradecendo e dizendo que será breve. Mesmo porque, a capacidade máxima de concentração das pessoas em um mesmo assunto é de apenas, aproximadamente, 7 minutos. Ou seja, se extrapolar muito este tempo, não será entendido, se passará por chato e possivelmente não alcançará seus objetivos.


Para melhor entender o assunto sugiro como leitura o livro do Prof. Ney: Apresentações Empresariais Além da Oratória, facilmente encontrado nas melhores livrarias da internet.

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